O caminho mais rápido para o estrelato cibercriminoso pode ser encontrado na América Latina, principalmente no Brasil. Qualquer aspirante a criminoso pode ficar famoso da noite para o dia apenas com um pouco de audácia e com as ferramentas e treinamento certos, que existem em abundância no submundo indomado do país.

Neste último ano, a Trend Micro observou um afluxo de novos participantes na cena. A maioria deles são indivíduos jovens e ousados sem nenhum respeito pela lei. Ao contrário de seus colegas estrangeiros, eles não dependem tanto da Deep Web para suas transações. Eles exibem um desrespeito absoluto pela lei ao usar a “Surface Web”, especialmente os sites de mídia social populares como Facebook e outros fóruns e aplicativos públicos. Usando pseudônimos online nesses sites, eles se exibem abertamente sobre suas próprias minioperações. Apesar de compartilhar o que sabem com seus colegas, a maioria trabalha de forma independente, tentando superar a concorrência e subir na hierarquia, se tornando os principais participantes nos campos escolhidos por eles.

Transações bancárias online são seu maior alvo, tornando predominante o malware bancário e respectivos tutoriais. Essa tendência continua consistente com o que relatamos dois anos atrás1 . Porém, desde então, também surgiram novas ofertas, inclusive tipos de ransomware regionais e serviços de consulta de informações pessoalmente identificáveis (de Personally Identifiable Information ou PII). Mercadorias ilegais que só eram comercializadas clandestinamente nas ruas do Brasil também passaram para o submundo. Qualquer pessoa agora pode comprar dinheiro falsificado e certificados de conclusão de curso (diplomas) falsos online.

O atrevimento das operações cibercriminosas não deveria surpreender. As agências policiais brasileiras já têm muito trabalho; criminosos surgindo online são apenas mais um item na sua lista de desafios. Mesmo começando a investir na luta contra esse problema crescente, seus esforços serão suficientes para diminuir o seu ritmo?

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O Submundo Cibercriminoso Brasileiro em 2015