O Instituto Ponemon, em conjunto com a HP Enterprise Security, publicou o Relatório Anual do Custo do Cibercrime para o ano de 2014. Essa é a sexta edição do estudo, que vêm auxiliando as empresas a mensurar as dificuldades enfrentadas com o cibercrime. A pesquisa é realizada com representantes de diferentes setores de atuação, em todo o mundo.

O primeiro dado interessante apresentado é o número de ataques por semana, que cresceu 176% ao longo de 5 anos, quando o relatório do Instituto Ponemon começou a ser produzido. O reflexo disso é o custo que esses ataques representam para as empresas, também cresceram consideravelmente. Nos Estados Unidos, a média de custo do cibercrime por ano passa de U$12,7 milhões, um aumento de 96% com relação a 5 anos. Outro indicador é número de ataques bem sucedidos, que passou de 50 por semana em média para atuais 138.

A complexidade dos ataques direcionados de hoje, juntamente com as novas ferramentas disponíveis para os criminosos resulta em maior dificuldade para resolver os ataques. A 5 anos eram 32 dias para a solução, hoje 45, um aumento de 33%.

De acordo com Larry Ponemon, presidente do instituto, a interrupção do negócio, perda de informação e o tempo para detecção de um vazamento representam em conjunto o maior custo para as empresas que enfrentam vazamento de dados. De acordo com o estudo, a maior parte dos ataques é composto por: negação de serviço, ameaças internas e malwares. Eles representam 55% do custo do cibercrime.

– Os criminosos somente precisam ter sucesso uma vez para ganhar acesso aos seus dados, enquanto isso, as empresas precisam ter sucesso todas as vezes para deter os ataques que sofrem diariamente – conclui Larry.

O relatório aponta que para deter as novas ameaças é preciso contar com um arsenal mais variado para sua defesa. Uma abordagem mais holística, menos focada em uma única solução, e que vá desde a segurança de perímetro até o end-point deve ser o foco almejado pelas empresas. Investir em IPS, SIEM, inteligência de rede e big data podem auxiliar a reduzir os custos com cibercrime. O estudo mostrou que quem investiu em uma solução de SIEM salvou em média U$5,3 milhões por ano devido ao aumento na eficiência.

Você pode acessar o relatório completo aqui

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