Cibercriminosos de lados opostos no mundo, Rússia  e Brasil, conseguiram deixar de lado suas diferenças e a barreira da linguagem para trabalharem juntos. Essa colaboração está se  traduzindo em uma rápida evolução das ferramentas maliciosas, de acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pela Kaspersky.

Historicamente, esses mercados negros se desenvolveram de forma independente, criando técnicas distintas de ataques ajustadas para as condições locais, como, por exemplo, o bolware, malware que modificava boletos, forma de pagamento muito peculiar para nosso país, ou o malware que ataca as transações bancárias realizadas por dispositivos móveis, muito comum na Rússia.

A pesquisa da Kapersky mostra que criminosos brasileiros e russos estabeleceram um sistema de cooperação nos últimos anos. Criminosos brasileiros buscam variantes de malwares em fóruns russos, compram novas ferramentas e malwares de ATM ou PoS, também oferecem seus próprios serviços. Esse comércio ocorre nas duas vias, com a cooperação servindo para aumentar a velocidade de evolução dos malwares.

Essa cooperação é possivelmente um dos motivos pelo significativo avanço nos malwares bancários encontrados no Brasil. As novas variantes de ransomware também podem ser fruto dessa cooperação.

Para ver o estudo completo, confira aqui.