Empresas criaram arquitetura de rede óptica que promete reduzir a complexidade no ambiente do provedor de serviços.

Juniper Networks, atuante na área de redes e data centers, e a divisão de Pesquisa e Desenvolvimento da operadora de telefonia Telefónica, a Telefonica I+D, uniram-se em parceria tecnológica e criaram nova arquitetura de rede óptica multicamadas e IP dinâmico.  De acordo com as empresas, ela é capaz de reduzir expressivamente a complexidade na rede do provedor de serviços e, ao mesmo tempo, aprimorar os custos de suportar o crescente e imprevisível tráfego conduzido por novos e emergentes aplicativos de rede.

A iniciativa das empresas foi impulsionada pela demanda criada em razão do expressivo crescimento do tráfego de rede, conduzido por vídeos, downloads diretos e novos aplicativos. Segundo elas, fica cada dia mais difícil prever os padrões de tráfego. “A capacidade de uma infraestrutura óptica de IP em se adaptar dinamicamente às mudanças e prover o mais eficiente mecanismo de transporte é fundamental para que os provedores de serviços reduzam seus Capex e Opex ao mesmo tempo em que maximizam os níveis de serviços.”

As empresas afirmam que ao usar o GMPLS (Generalized Multi-Protocol Label Switching) como mecanismo de sinalização, essa arquitetura pode se adaptar com flexibilidade e dinamismo a novos tráfegos e padrões à medida que eles atravessam a rede.

“Estamos trabalhando na definição de como as redes deverão ser construídas nos próximos cinco a dez anos, e a coordenação das camadas IP e óptica é um pilar fundamental nessa arquitetura de próxima geração”, disse Enrique Algaba, diretor de tecnologia da Telefonica I+D. ”

Para Luc Ceuppens, vice-presidente de marketing de produto do Grupo de Sistemas de Plataforma da Juniper Networks, “a filosofia da nova arquitetura é a capacidade de adaptar a rede dinamicamente aos atuais padrões de tráfego e identificar onde o tráfego deveria ser agregado para que os provedores de serviços minimizem o consumo de recursos de rede sem comprometer a confiabilidade do serviço ou reduzir a qualidade da experiência de seus usuários finais”.

Por Redação da ComputerWorld