Mais um novo dia e mais um novo vírus. E isto já tem sido uma rotina, tanto dos usuários corporativos como os consumidores.  Entretanto, o mais novo vírus, o FLAME, traz funcionalidades novas e um DNA ainda pouco conhecido. E é justamente este desconhecimento, onde mora o perigo.

De acordo com diversas fontes, suspeita-se que o FLAME tenha nascido nos laboratórios do NSA (National Security Agency), o laboratório de segurança do governo americano, e um dos mais sofisticados no mundo. Dado que numa primeira visão, o seu propósito parece ter sido de espionagem dos governos mais radicais do Oriente Médio, muitos podem concluir que não se trata de uma ameaça, especialmente os usuários finais, sejam corporativos ou consumidores.

E isto, num primeiro momento parece ser verdade. Mas numa análise mais ampla e detalhada sobre as novas funcionalidades detectadas no vírus FLAME, combinado com a tendência cada vez maior do crime organizado atuar nas redes digitais, é importante tomar nota e consequentemente as devidas precauções, do que poderá vir pela frente como desdobramento e evolução do vírus.

O seu grande destaque, na realidade é a combinação de funções, que antes estavam distintas, num único encapsulamento, colocando juntas capacidades de trojan, backdoor e worms, transformando-o em um arsenal de armas.

O que se sabe até agora é que ele pode extrair dados de computadores de várias formas, como os dados do áudio do microfone de um computador, vasculhar caixas de entrada, quebrar senhas que estão ocultas por asteriscos, transmitir dados visuais a partir de capturas de tela, e até mesmo digitalizar dispositivo Bluetooth para obter informações se eles estão conectados a um sistema infectado.

Isto pode ainda não representar uma ameaça ao mundo corporativo, mas o fato de se ter um vírus evoluído e com este tipo de arsenal, e sabendo que o crime organizado se faz cada vez mais presente no mundo dos bits, isto sem dúvida deve ser um sinalizador que as empresas irão em breve enfrentar novos desafios no campo da segurança da informação. E para se proteger irão precisar ter os seus “exércitos” e “Swat – Team” bem treinados e preparados. Pois não irá demorar muito para, o que hoje ainda é uma realidade somente no mundo da espionagem, passar a também estar presente no mundo corporativo.