O recente ataque à Sony Pictures reascendeu um antigo debate, qual as origens geográficas do cibercrime? Ainda não se sabe ao certo de quem foi a autoria do ataque à Sony, e nem se realmente esse ataque partiu da Coréia do Norte. Uma interessante pesquisa publicado em meados de 2014 pela Business Week, com auxílio da Symantec pode auxiliar a desvendar esse mistério.

A pesquisa analisou uma série de ataques realizados ao longo de 2014 e verificou tanto a origem quanto o tipo, com o objetivo de elaborar uma lista de países com maior origem de ciberataques e qual a complexidade desses ataques. Contrariando algumas expectativas, em primeiro lugar ficaram os Estados Unidos, À frente de China e Rússia. A Coréia do Norte, em evidência devido aos últimos acontecimentos, não se encontra nem no Top 20.

Nós brasileiros devemos ficar preocupados. O país ficou em 5º lugar, sendo o primeiro em quantidades de SPAM e o 16º em complexidade dos ataques. Os ataques originados no Brasil correspondem a 4% do total mundial. Mesmo com ataques realizados com menor complexidade do que os russos, em primeiro lugar nesse quesito, os hackers brasileiros e latino americanos em geral continuam conseguindo altos lucros com o cibercrime. Isso ocorre em parte porque a América Latina ainda não recebe a devida atenção necessária em cibersegurança, assim como as empresas localizadas por aqui ainda não estão devidamente seguras, em acordo com as mais novas práticas de segurança.

No gráfico a seguir você pode observar o posicionamento dos países em ordem de classificação:

cybercrime-top-20-countries-pie-chart