Infelizmente, o ano de 2013 chegou ao fim com uma notícia não muito boa relacionada à segurança da informação. É que a pesquisa , realizada em terreno mundial pela PricewaterhouseCoopers (PwC), revelou que problemas ligados à quebra de segurança de TI em empresas aumentaram em 25% em comparação ao ano anterior. O estudo foi realizado com 9,6 mil organizações em 115 países, incluindo o Brasil, que teve 700 companhias entrevistadas.

O relatório ainda mostra que os custos consequentes desses ataques para as empresas foram 18% maiores do que os apontados pelos dados anteriores, e que o gasto médio de cada ataque gira, nesta rodada, em torno de U$S 531. O material também indica que a perda de dados por conta de eventos envolvendo segurança aumentou para 40%. Em 2012, esse índice foi de 24%. Dessas perdas de informações, o relatório dá conta de que 35% referem-se a danos feitos em registros de funcionários e 31% a dados de clientes.

Há ainda duas situações destacadas pelo estudo e bem conhecidas pelos profissionais que atuam na área de TI. A primeira é o fato de 74% dos entrevistados terem afirmado que suas atividades de segurança eram eficazes, e mais de 80% terem informado que as despesas e políticas de proteção seguem os objetivos do negócio. E, a segunda, refere-se ao fato de que, se por um lado o número de ataques e os custos para arcar com as consequências crescem, na contramão dos riscos, as táticas para proteção dos dados da organização não acompanham a crescente exposição das empresas e as estratégias criminosas.

Apesar do turvo cenário atual, o “susto” serviu de experiência. De acordo com os entrevistados, os problemas enfrentados com a insegurança em ambiente de TI levaram 49% a responder que pretendem incrementar os investimentos nesse setor nos próximos 12 meses. No ano passado, o número foi de 45%.

O Brasil segue a mesma tendência global. A quantidade de eventos relacionados à segurança da informação cresceu 200%, sendo que, enquanto no mundo esses eventos comprometeram informações dos empregados, aqui, foram os dados dos clientes os mais afetados. Por aqui existe uma preocupação maior com o uso de dispositivos móveis particulares em ambiente corporativo, mais do que em outros países. Algumas empresas sequer permitem, ainda, a conexão desses aparelhos ao ambiente empresarial.

Para conferir mais informações, é possível baixar o relatório no site da PwC.