Pesquisa divulgada em outubro pela consultoria de segurança Courion, dos Estados Unidos da América, mostrou que 19% dos funcionários (um em cada cinco) abrem e-mails suspeitos no trabalho. Os dados mostram, ainda, que os colaboradores acessam esses e-mails mesmo tendo consciência da origem suspeita e da possibilidade de que contenham vírus, phishing e malwares. De acordo com a consultoria, isso ocorre devido ao forte apelo que as mensagens costumam ter, como histórias tristes, pedidos de ajuda e outros esquemas fraudulentos comuns na internet, elementos que, em geral, despertam a curiosidade dos trabalhadores. A entrevista foi realizada com 2.084 pessoas de diferentes regiões dos EUA, durante o primeiro semestre de 2013.

Outro grande problema relatado é que os funcionários não dialogam com o setor de Tecnologia da Informação (TI) para informar sobre o recebimento de e-mails suspeitos e alguma eventual interação. Para 23%, a política de segurança da empresa não é clara ou não compreendem por que a companhia deve manter-se tão atenta a questões dessa natureza.

Segundo a Courion, apenas um processo gradual de educação de segurança no escritório pode corrigir esse problema. O diálogo entre a área de TI e os demais setores também deve ser mais frequente e eficiente. Um administrador de TI que souber que um funcionário acessou um e-mail suspeito poderá agir mais rapidamente e minimizar os danos.

A Real Protect realiza periodicamente testes com e-mails, sites e ligações com conteúdo fictício para avaliar o nível de maturidade dos usuários em relação ao uso da internet. Segundo Mariana Cavalcante, Gerente de Operações da Real Protect – “Nestes testes frequentemente, percebemos que os usuários clicam em e-mails falsos, tentam instalar softwares fictícios e, em alguns casos, até fornecem suas credenciais por telefone”. Com base nesses fatos, fica evidenciada a importância de conscientizar os usuários sobre os riscos associados à internet, reforçando os procedimentos existentes nas políticas de segurança da empresa, comenta Mariana.